
Sobre o Acervo
O “Acervo Bergmann” reúne 39 rolos de filmes em 8mm e Super-8, produzidos entre as décadas de 1950 e 1980. De origem alemã, Bergmann chegou ao Espírito Santo em 1960 como parte de uma equipe de engenheiros e técnicos, que contribuíram para a expansão da Companhia Ferro e Aço de Vitória.
A coleção inclui registros familiares e domésticos, como viagens para diversas regiões do Brasil – Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Distrito Federal – e expedições internacionais a países como Alemanha, Costa do Marfim, Espanha, Japão, Índia e Peru, entre outros.
O estado do Espírito Santo tem destaque especial no acervo, com registros que capturam desde excursões às praias de Guarapari, Vitória e Vila Velha, até viagens ao interior do estado, abrangendo localidades como Cachoeiro de Itapemirim, Domingos Martins, Reserva de Duas Bocas e Santa Teresa. Destacam-se ainda cenas do centro de Vitória, documentando as transformações urbanas e sociais pelas quais a cidade passou ao longo das décadas representadas. A duração dos 39 rolos varia entre 9 e 29 minutos. Todos os rolos foram montados pelo próprio Bergmann. Como desconhecemos seus critérios de montagem, organizamos o acervo a partir das escolhas realizadas e deixadas por ele. A víuva Marilena Soneghet Bergmann, que esteve com ele na maioria das filmagens, auxiliou na identificação de lugares, personagens e datas.

Linha do Tempo do Acervo
Bergmann compra a primeira câmera 8mm portátil, com a qual filma viagens por cidades alemãs (Colônia, Wiesbaden, Berlim), bem como pela Espanha e Itália, com destaque para Roma.
Enviado a trabalho para a Índia, Bergmann registra aventuras impressionantes por regiões inóspitas, atravessando rios e montanhas, bem como cenas do cotidiano no país. Bergmann ainda visita o Japão, Hong Kong, a Tailândia, o Egito, a Arábia Saudita e a América do Norte.
Bergmann muda-se para o Brasil, passa a morar no Espírito Santo, trabalha na construção da siderúrgica e se casa com Marilena Vellozo Soneghet Bergmann (Nena). Filma o seu cotidiano, registra passeios por Vitória e pelo interior e litoral do Espírito Santo. Além disso, faz imagens dos primeiros anos após a construção de Brasília, das cidades históricas mineiras e dos estados Bahia, Rio e São Paulo.
Bergmann e Nena viajam de férias pela Alemanha até fixarem residência no Peru, onde ele faz imagens raras das cidades históricas Incas, completamente vazias. Ele filma uma viagem para a Europa, incluindo Alemanha, Itália, França, Suíça, Bélgica, Mônaco, Andorra, Lichtenstein, Portugal e Espanha. E registra uma viagem de trabalho à Costa do Marfim.
Com uma câmera Super 8, filma as viagens de férias no Espírito Santo e em São Paulo, onde passa a residir.
Bergmann registra viagens de férias no Espírito Santo e em São Paulo. Cataloga os filmes em disquetes, mas sem destruir as fichas manuais anexadas a fichários e cadernos. Passa a usar uma câmera de vídeo.
Bergmann faz cópias em DVD e revisa constantemente o material e sua catalogação. Até os 94 anos, quando falece, dedica seu tempo a copiar o vasto acervo em novos suportes.
Após sua morte, Nena mantém os DVDs em casa, juntamente com todas as fichas e cadernos com as catalogações. Ela tira as latas com os rolos da geladeira e os acondiciona em suas latas originais, em um armário no porão de sua casa, sujeitos a fungos e umidade.
Retirada dos rolos do porão e acondicionamento de forma apropriada pela equipe do projeto.
Início do trabalho de recuperação, organização e digitalização do acervo.
Disponibilização do acervo para consulta online.